JUROS E TRIBUTOS COMPRIMEM RETORNO NO VAREJO BRASILEIRO

RECENTESECONOMIA

Marcelo Silva

4/28/20261 min read

Quero compartilhar com os amigos e seguidores o artigo que acabo de publicar no Poder360 sobre desafios urgentes da gestão econômica do país.

De 2021 a 2025, o varejo brasileiro listado na Bolsa de Valores produziu R$ 127,5 bilhões de valor adicionado total, ou seja, a riqueza efetivamente criada pelo setor depois de deduzidos todos os insumos consumidos no processo produtivo.

É um número que reflete o papel estrutural do varejo na economia nacional: maior empregador privado do país, principal arrecadador de ICMS nos Estados e termômetro imediato do ciclo de consumo das famílias brasileiras.

Mas, por trás desse agregado favorável, esconde-se uma história de redistribuição silenciosa que transferiu riqueza de forma sistemática dos acionistas para os credores financeiros e para o Estado, num processo acelerado pelo ciclo de juros mais intenso em duas décadas.

Vale atenção a este detalhe: a linha de remuneração de pessoal cresceu de R$ 37,0 bilhões em 2021 para R$ 44,2 bilhões em 2025, uma alta nominal de 19,5% em 5 anos, bem abaixo da inflação acumulada do período. Em termos de participação no valor adicionado, a taxa de pessoal recuou de 38,3% para 34,7%. Os trabalhadores do varejo ganharam mais em valores absolutos, mas receberam uma fatia menor da riqueza que ajudaram a criar.

Confira a análise completa diretamente no portal digital do Poder360.
https://www.poder360.com.br/opiniao/juros-e-tributos-comprimem-retorno-no-varejo-brasileiro/